segunda-feira, 26 de agosto de 2013

A Luz do mundo

Existe uma experiência, e existem também as palavras.
As palavras dizem que debaixo do sol tudo é ilusão.
E a experiência demonstra que há uma luz, que ilumina minha escuridão.
Uma luz que conforta, e daí o entendimento de que a felicidade não vem de fora, porque mesmo em meio a estranhas realidades, o meu interior pode brilhar, e eu posso cantar de alegria.

Estúpido.
O homem em sua vã filosofia vê as coisas de Deus como estúpidas, ou no mínimo incompreensíveis, no entanto o sumo sacerdote, a saber, Jesus Cristo compreende a ignorância desses pobres homens que vagam no escuro, a clamar por ilusões.

Toda honra e glória ao Príncipe da paz, Ele é a Luz do mundo.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

As pedras de Minas I





No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
...


Ouro, ferro, diamante,  morte, sangue, dor, gritos implodidos. Cada gesto fica gravado na história, o presente carrega suas marcas.Por entre as pedras havia homens, homens brutos, sedentos de poder e majestade.No meio das pedras escorre o sangue dos justos e injustos. Pedras lapidadas carregam a miséria dos garimpos...Brutalidade e ranger de dentes, trevas e desesperoRicos e pobres, ferindo as rochas, mas muito mais, enterrando almas, sucumbindo corações.Trevas, e ranger de dentes. 
 

Vasto mundo



"Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração..."
Carlos Drummond de Andrade
 As razões do amor são inversas, desproporcionais, ilógicas, fogem ao instinto de sobrevivência e no entanto é o único que traz à vida . Parece  insano, mas é perfeito. Sendo assim, sejamos insanos, este insano que ama sem razões, que é feliz sem o porquê de ser. Que é  dor para se encontrar alegre. A verdade é paradoxal. Pretender conhecer não leva à experiência, experimentar traz a verdade. Experimente Deus,  Senhor do amor. Deixe-se queimar, inundar-se, de Deus, de amor.  
Somos nós quem fazemos o mundo. 


terça-feira, 9 de abril de 2013

O sistema: Corrupção

De acordo com minhas análises atuais o sistema- poder judiciário, executivo  de maneira geral parece funcionar da seguinte maneira:
Em primeiro lugar: o mais importante são os interesses pessoais e não coletivos, os coletivos são importantes quando afetam os interesses pessoais. Interesses pessoais que se traduzem em poder, que sempre envolve dinheiro, isso junto é igual a :  impunidade, logo, injustiça.
Pessoas boas existem, lutam e dão seu sangue pela justiça, às vezes conseguem, as vezes não, mas a regra geral é que elas precisam lutar, dar o sangue.
Um monte de gente é um simples funcionário, faz o que precisa para viver... e eu não concordo com isso.
No final, a solução para quem é injustiçado é contar com Deus, e não com os homens, quando tantas vezes nos encontramos sem recursos para conseguir nossos direitos. Assim vive boa parte dos brasileiros.
Com impostos exorbitantes, o governo rouba a população, quando não lhe devolve em saúde, educação, segurança. lazer, habitação, transporte, e tantos outros direitos com a qualidade devida.
Valores fixos para multas, não importa a condição do infrator, quer dizer o rico paga muito menos do que o pobre por suas infraçõesse formos calcular em porcentagem sobre seus salários. E falando nisso salários altíssimos para uns e baixíssimos para outros... muitas injustiças, muita corrupção, muita omissão.
Cada ato é gravado na história e influencia gerações.
Enfim, deixo aqui uma homenagem aos corajosos, que dão seu sangue, pela retidão, pelo que é correto, pelo que é direito de todos:




Fala aos corações covardes


Fala aos pusilânimes


Se vós não fôsseis os pusilânimes,
recordaríeis os grandes sonhos
que fizestes por esses campos,
longos e claros como reinos;
contaríeis vossas conversas
nos lentos caminhos floreados,
por onde os cavalos, felizes
com o ar límpido e a lúcida água,
sacudiam as crinas livres
e dilatavam a narina,
sorvendo a úmida madrugada!


Se vós não fôsseis os pusilânimes,
revelaríeis a ânsia acordada
à vista dos córregos de ouro,
entre furnas e galerias,
sob o grito de aves esplêndidas,
com a terra palpitante de índios,
e a vasta algazarra dos negros
a chilrear entre o sol e as pedras,
na fina aresta do cascalho.
Também pela vossa narina
houve alento de liberdade!


Se vós não fôsseis os pusilânimes,
confessaríeis essas palavras
murmuradas pelas varandas,
quando a bruma embaciava os montes
e o gado, de bruços, fitava
a tarde envolta em surdos ecos.
Essas palavras de esperança
que a mesa e as cadeiras ouviram,
repetidas na ceia rústica,
misturadas à móvel chama
das candeias que suspendíeis,
desejando uma luz mais vasta.


Se vós não fôsseis os pusilânimes,
hoje em voz alta repetiríeis
rezas que fizestes de joelhos,
- súplicas diante de oratórios,
e promessas diante de altares,
suspiros com asas de incenso
que subiam por entre os anjos
entrelaçados nas colunas.
Aos olhos dos santos pasmados,
para sempre jazem abertos
vossos corações, - negros livros.


Mas ai! fechastes vossas janelas,
e os escaninhos de móveis e almas...


Escrevestes cartas anônimas,
apontastes vossos amigos,
irmãos, compadres, pais e filhos...
Queimastes papéis, enterrastes
o ouro sonegado, fugistes
para longe, com falsos nomes,
e a vossa glória, nesta vida,
foi só morrerdes escondidos,
podres de pavor e remorsos!


Vistes caídos os que matastes,
em vis masmorras, forcas, degredos,
indicados por vosso punho,
por vossa língua peçonhenta,
por vossa letra delatora...
- só por serdes os pusilânimes,
os da pusilânime estirpe,
que atravessa a história do mundo
em todas as datas e raças,
como veia de sangue impuro
queimando as puras primaveras,
enfraquecendo o sonho humano
quando as auroras desabrocham!


Mas homens novos, multiplicados
de hereditárias, mudas revoltas,
bradam a todas as potências
contra os vossos míseros ossos,
para que fiqueis sempre estéreis,
afundados no mar de chumbo
da pavorosa inexistência.
E vós mesmos o quereríeis,
ó inevitáveis criminosos,
para que, odiados os malditos,
pudésseis ter esquecimento...


Chega, porém, do profundo tempo,
uma infinita voz de desgosto,
e com o asco da decadência,
entre o que seríeis e fostes,
murmura imensa: “Os pusilânimes!”
“Os pusilânimes!” repete
o breve passante do mundo,
quando conhece a vossa história!


Em céus eternos palpita o luto
por tudo quanto desperdiçastes...
“Os pusilânimes!” – suspira

Deus. E vós, no fundo da morte,
sabeis que sois – os pusilânimes.
E fogo nenhum vos extingue,
para sempre vos recordardes!

Ó vós, que não sabeis do Inferno,
olhai, vinde vê-lo, o seu nome
é só – pusilanimidade.


Cecília Meireles
Melhores Poemas
Global Editora – edição 1997

segunda-feira, 25 de março de 2013

Ingredientes para boas ações



Frustração:  quando não estamos assumindo a responsabilidade diante da vida.
Diversidade de pensamentos, experiências, permitir paradoxos, pares de opostos.
Os Índios
Os Idosos
Os Viciados
Os adoecidos
Os pobres
Os menos assistidos, enfim.
Culturas, culturas de raíz
O moderno
A Ciência
A Tecnologia
A Natureza, os barulhinhos da natureza
A preferência, escolhas, identidade.
O dar-se, dar seu tempo, sua atenção. E se caso brotar, sua compaixão.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Violência

GUERRA
INDÚSTRIA
GOLFINHO
MARFIM
SANGUE
CINZA
SOLIDÃO
MISÉRIA
PETRÓLEO
ÍNDIOS
EDUCAÇÃO
TRATOR E RETRO-ESCAVADEIRA
PROPAGANDA
GOVERNO
POLÍTICA
DINHEIRO
TETO
CAMA
ÁGUA
FOME.
 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O sentido das coisas


O sentido das coisas, não é a coisa que se vê. O sentido das coisas não tem sentido de tanto sentido.
Depois de todos os sentidos achados, um hiato, o fim, o escuro, o nada. Atravesse-o, e lá estará o grande e poderoso, uno, sentido da vida.Sentido de tudo.

   

Camille



Nasci em um dia agradável de inverno. Estava nublado e úmido.Meus cabelos eram pretos e lisos e eu era branca. Nasci nos mares de morros, onde sempre sopra uma brisa geladinha.
Meu pai tem um bigode grande e louro, o bigode dele tem no mínimo 20 anos. Os olhos são verdes, e é um homem sensível por dentro. No entanto, quando fala parece que o teto vai desabar.
A minha mãe é a criatura mais doce desse mundo, com as crianças, os velhos e os aprendizes, se perde a paciência, a surra é verbal. Minha prima disse que preferia as chineladas de seu pai!
Minha mãe me ensinou a achar graça de tudo, me fez acreditar que eu era especial, que nasci num dia especial. Eu acreditei. E talvez por isso, eu adoro os dias nublados.

Contudo os pais se desvanecem no alvorecer da vida.
Hoje eu sou Camille, e moro perto do mar.

Fábrica de insetos


Sempre perto de uma mata tem insetos novos.  Como é criativo o fabricante de insetos! Deve ter um laboratório que fabrica  novos modelos a cada estação.


Verão 2013

Outono-inverno 2012 
Presente para Camille. 

   







Formigas


Eu gosto muito das formigas, formigas e afins. Os insetos são bonitos e horrorosos ao mesmo tempo.As borboletas foram lagartas; as formigas trabalham com tanta eficiência que meu marido achou que elas estavam insuportáveis. Colocou veneno e matou todas. Eu fiquei um pouco triste, mas de fato elas já estavam incomodando.
E as aranhas domésticas, sempre tão boazinhas e frágeis. Pedi a faxineira que tentasse preservá-las. E de fato ela o fez. Quando cheguei em casa lá estavam todas elas.
Mas depois que meu marido matou as formigas, as aranhas comeram demais, ficaram gordas e grandes, e ele eliminou algumas, não todas,  não tolera que se excedam.