
Em Mateus capítulo 20 podemos ler a parábola dos trabalhadores da vinha cuja mensagem final é que "os últimos serão os primeiros". Essa parábola compara o Reino de Deus a uma situação na qual o senhor da vinha chama os trabalhadores desde a madrugada, e combina com estes um dinheiro, mais tarde continua a buscar homens que possam colher suas uvas, até chamar alguns que estavam ociosos já às 17h, quando faltava apenas 1h para findar o trabalho. Paga aos primeiros trabalhadores conforme havia combinado, o valor de um dinheiro, porém decide pagar aos que foram chamados por último com o mesmo valor com que foram pagos os que foram chamados desde a madrugada. Diante disso um trabalhador da primeira hora vem reclamar dizendo que não era justo que ele recebesse a mesma quantia que os outros que trabalharam só um pouco, mas o senhor lhe responde que pagou a ele o que havia combinado, mas queria agir com bondade com o que havia chegado por último, o senhor responde assim:
Mateus 20:15 Ou não me é lícito fazer o que quiser do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom? 16 Assim os derradeiros serão primeiros, e os primeiros derradeiros; porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.
A próxima história fala da mãe de dois discípulos que pede para que seus filhos se assentem um à direita e outro à esquerda de Jesus quando estiverem em seu Reino, mas Jesus explica que no reino dele aquele que quiser ser o maior precisa nesta vida ser uma pessoa que serve aos irmãos, o que quiser ser maior seja o menor.
Mateus 20:27 E, qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo;
E por fim os dois cegos que gritavam chamando Jesus, a multidão tentava calar estes homens mas Jesus parando chamou-os e movido de íntima compaixão os curou!
Mateus 20:31 E a multidão os repreendia, para que se calassem; eles, porém, cada vez clamavam mais, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de nós!
Com base nesse capítulo 20 do livro de Mateus, podemos refletir sobre a tendência que temos de querer sempre privilégio, é comum esquecermos por completo a condição, a dor e a miséria dos que estão ao nosso lado, um exemplo cotidiano é furar uma fila, uma atitude imoral para ficar na frente sem se importar com os que estão para trás.
Na parábola, o trabalhador que começou cedo não pensou que o que chegou por último poderia ter passado o dia todo angustiado por não ter trabalho nem salário, ele só conseguiu ver o próprio esforço, não pensou que uma hora de serviço trabalhada não alimentaria a família daquele homem naquele dia, mas o senhor da vinha tendo compaixão dos últimos quis presenteá-los dando a eles o mesmo pagamento.
Fiquei impressionada com a ousadia, e o egoísmo da mãe dos discípulos e com a concordância dos seus filhos, será que se consideravam melhores que os demais? Por que afinal seus filhos seriam privilegiados em relação aos demais?
E quanto aos cegos a multidão desdenhou, sufocou, mas a misericórdia de Jesus brilhou ao clamor dos pobres homens, e curados seguiram a Jesus.
Assim vejo que somos nós, vejo religiosos de todas as denominações que agem desta mesma forma, muitos pensam que estão salvos e deixam de agir com amor ao próximoem situações da vida cotidiana, são aqueles que estão salvos somente dentro da igreja, mas da porta para fora são péssimas criaturas, também há os que fazem a obra de Deus mas não por amor e sim por vaidade. Contudo a ordem de Jesus é bem explícita quanto ao amor ao próximo, e aqui ele diz que se queremos ser grandes nos façamos pequenos, se queremos viver ao lado de Jesus no poder de Deus que possamos servir ao próximo!