sábado, 23 de janeiro de 2021

Mateus 19 _ Não somos tão bons, ninguém é perfeito.

 




Há mais de uma semana sem saber o que falar sobre o capítulo dezenove do livro de Mateus, resolvo falar de quando Jesus confronta nosso ego. O capítulo começa com Jesus curando o povo que o seguia. A história de Jesus  mostra seu amor, sua compaixão e sua misericórdia por nós. Jesus é manso e humilde de coração, com autoridade e amor ele ensina, mas o bom amigo e o bom mestre não  tem medo de nos frustrar e apresenta ensinamentos que são   bem difíceis de digerir.


Jesus bate na porta da nossa vida, da nossa alma , do nosso Espírito, nós o recebemos na sala, e começamos a conhecê-lo, achamos a pessoa maravilhosa, sentimos algo indescritível na sua presença,  até que ele começa a trazer algumas idéias difíceis de tragar. 


O casamento é  uma delas, "...O  que Deus uniu não separe o homem" ( Mt19.6),  e o desapego dos bens materiais é  outra: "...Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-me".

( Mt19.21)

 

É  sempre bom ter os discípulos por perto, eles  são  bem parecidos conosco, não  entendem, são  incrédulos e expressam exatamente  o que muitos de nós pensamos. Sobre o casamento ficaram espantados por Jesus dizer que o homem não deve dar carta de divórcio  à mulher, portanto deve permanecer unido por toda a vida, tal foi o espanto dos nossos conservos: " Disseram-lhe seus discípulos: Se assim é a condição do homem relativamente à mulher, não convém casar "( Mt 19.10).

Mais adiante sobre o jovem rico ficaram todos impressionados, eu imagino que o rapaz parecia ser tão  bom, tipo da pessoa carismática,  educada, mansa, mas Jesus com seu raio x de coração e  alma vendo o profundo e a verdade do jovem rico, o confrontou com aquilo que não poderia fazer, dar tudo aos pobres e segui-lo, com isso Jesus  retoma o ensinamento sobre as riquezas deste mundo, dizendo ser impossível  um rico entrar no Reino de Deus."Os seus discípulos, ouvindo isto, admiraram-se muito, dizendo: Quem poderá pois salvar-se?"(Mt 19.25).

 

O que Deus quer nos mostrar com sua Palavra, é  justamente nossa natureza falha, o jovem rico almejava a perfeição, fez tudo o que pode, chegou a Jesus na convicção  da bondade do Mestre, porém Jesus pergunta "... Por que me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Deus. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos." ( Mt 19.17)

 

O jovem rico fica muito triste, porque se achava bom, e se achava perfeito, mas Jesus fez ele perceber que ele não  sabe o que é  bondade, e que  ele não era perfeito.


A boa nova disso tudo? O homem com sua maldade e dureza de coração não poderá salvar_se, mas para Deus nada é  impossível.  


Refleti tanto sobre o casamento essa semana, e vi que não somos bons nem mesmo para com a pessoa que escolhemos para formar uma família.  Dizem que parente nós  não escolhemos, pois bem, hoje em dia muitos podem escolher seus cônjuges,  mas é  paixão  um dia,  falta de respeito no outro. Quem disse que o homem ama a mulher como Cristo amou a igreja? E quem disse que a mulher respeita o marido? Se assim for será perfeito mas 

não costuma acontecer assim. Por conta da nossa maldade a tragédia do casamento traz ao casal e aos filhos dias terríveis,  pesadelos sem fim, "mas no início não foi assim (Mt19.8)", e não foi para isso que Deus nos uniu.

A união serve para o amor, para o perdão, para o cuidado mútuo e Jesus fala que se separamos esse vínculo sagrado somos adúlteros,  pecadores, e se Moisés permitiu o divórcio  foi por causa da dureza dos corações,  mas no início da criação  não foi assim, não  é  esse o propósito de Deus. 

Sozinhos muitos não conseguem ficar, e unidos não se amam! 

 

A Palavra vem  para nos mostrar que não  somos tão bons quanto imaginávamos ser, e por isso salvar a si mesmo será  para o homem impossível, mas para Deus nada  é impossível, somente Ele é  bom como afirmou Jesus, e pela história da Bíblia,  por amor e de  graça Ele almeja nos fazer santos e para com Ele viver eternamente.  


 





Nenhum comentário:

Postar um comentário